
Megaloprepus caerulatus
Libelinha-helicóptero
(Drury, 1782)
Adicionado por
Curador Anônimo
Revisado por
Em Revisão
Última modificação por
Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Em declínio
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
--
Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
Insetívoro
Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
É um habitante estritamente restrito ao denso sub-bosque das florestas tropicais primárias maduras e inalteradas, desde o nível do mar até elevações médias na América Central e do Sul. O seu ciclo de vida depende absolutamente da existência de árvores velhas e caídas que contenham buracos ou cavidades naturais cheias de água da chuva (fitotelmata). Se a floresta carece destes grandes buracos nas árvores (comuns apenas em florestas muito antigas), a espécie não se pode reproduzir. Evitam a luz solar direta e as áreas abertas, preferindo a alta humidade e os raios de luz filtrada do interior da floresta profunda.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
Inseto diurno e crepuscular que navega pelo escuro sub-bosque florestal com extrema lentidão e graça, raramente subindo para além da camada média do dossel. Os machos exibem um acentuado comportamento territorial. Procuram ativamente grandes buracos nos troncos de árvores caídas que contenham água (pelo menos 1 ou 2 litros). Ao encontrar um bom buraco, o macho defende-o ferozmente contra outros machos invasores através de perseguições circulares vigorosas e choques aéreos. As fêmeas, por outro lado, deambulam livremente pela floresta caçando aranhas e visitam os territórios dos machos unicamente quando estão prontas para acasalar e pôr os seus ovos.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
Totalmente solitários e extremamente beligerantes intra-sexualmente. Só se reúnem brevemente para a cópula. Os machos não toleram a presença de nenhum outro macho perto da sua poça de criação defendida. Se um macho rival se aproximar, ambos se envolverão num 'combate de pás' em pleno voo: elevam-se verticalmente, golpeiam-se repetidamente com as suas longas asas para intimidar, tentar mutilar ou afugentar o perdedor numa exibição frenética de estalidos alares. O vencedor obtém acesso de acasalamento a todas as fêmeas que visitem essa árvore.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Carnívoro altamente especialista (Araneófago). Os adultos alimentam-se quase em exclusivo de aranhas, ignorando a grande maioria das moscas ou outros insetos. Patrulham à procura das teias das tecedeiras orbitelas, linifiídeos e aranhas-saltadoras na folhagem do sub-bosque. Assim que consomem uma presa rica, utilizam a sua elevada energia proteica para continuar a defender o seu território ou procurar zonas de oviposição ideais.Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
É um consumidor secundário e insetívoro altamente especializado. Durante a sua letal fase larval, que dura aproximadamente meio ano na poça da árvore, é o predador ápice aquático comendo tudo no seu caminho: vermes nematoides, larvas de dípteros (mosquitos), girinos e até irmãos mais pequenos (canibalismo). Como adulto, atua como agente biológico de controlo chave sobre as populações de aranhas (especialmente das famílias Araneidae e Tetragnathidae). Eles próprios são vítimas de ágeis rãs do sub-bosque, grandes aranhas caçadoras errantes (como a aranha armadeira) que os emboscam enquanto descansam, e aves insetívoras como jacamares e udus.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
A fêmea grávida entra no território do macho dominante que possui o buraco de árvore de maior qualidade. O macho prende a fêmea por trás da cabeça mediante uns ganchos especiais no extremo do seu abdómen (formando a roda de acasalamento ou 'coração'). Após transferir o esperma, o macho voa por cima vigiando-a (guarda de contacto sem agarre) enquanto a fêmea oviposita ritmicamente submergindo o seu ovipositor sob a água estagnada da árvore (até 50 ovos espalhados em várias poças). As larvas que eclodem nascem prontas para caçar e recorrem mesmo ao fratricídio; de uma dúzia de ovos num buraco, o canibalismo é tal que tipicamente apenas um único e massivo indivíduo sobrevive para sair da água e transformar-se no adulto gigante vários meses depois.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
7.0 - 12.0 cm
Peso (g)
0.5 g - 2 g
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
6 - 8 Meses
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
14 - 30
