
Tyrannus melancholicus
Suirirí-real
Vieillot, 1819
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Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Em aumento
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
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Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
Insetívoro
Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
É uma das aves mais adaptáveis e ubíquas do Neotrópico. Habita uma imensa variedade de paisagens semiabertas e ecótonos desde o nível do mar até mais de 2.000 metros de altitude. Prospera em savanas, orlas de florestas, pastagens agrícolas, manguezais e margens de rios, mas também conquistou com sucesso ambientes urbanos e suburbanos, onde é comum vê-lo empoleirado em fios de telefone, antenas, cercas de arame farpado e ramos nus em jardins, mantendo sempre uma visão panorâmica para a caça.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
É um predador de emboscada por excelência. Passa grande parte do seu dia empoleirado imóvel em torres de vigia naturais ou artificiais que oferecem visibilidade de 360 graus. Quando deteta um inseto, lança-se num voo rápido em ziguezague, apanhando a presa no ar com um estalo seco e audível do bico, para depois regressar graciosamente ao mesmo poleiro ou a um adjacente para bater as presas grandes contra o ramo antes de as engolir. São aves extremamente vocais e ativas de madrugada, estabelecendo os seus limites territoriais através de trinados constantes.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
É uma ave intensamente monogâmica durante a época de reprodução, defendendo um extenso território de nidificação com um fervor inigualável. Fora da época reprodutiva e especialmente durante os seus padrões de migração parcial nalgumas subpopulações, a rigidez territorial diminui significativamente, permitindo-lhes formar bandos soltos ou empoleirar-se em grupos de dezenas de indivíduos em árvores de descanso comunais para se protegerem mutuamente dos predadores noturnos.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Insetívoro de caça aérea (Aerial hawking insectivore). A sua dieta é dominada por grandes insetos voadores com exoesqueletos robustos, tais como vespas, abelhas, besouros voadores, libélulas, térmitas aladas e borboletas. Esta dieta rica em quitina e proteínas é suplementada sazonalmente com frutos de Cecropia, Miconia e Ficus.Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
Atua primariamente como um consumidor secundário e um insetívoro fundamental na regulação das populações de grandes insetos voadores. Em tempos de escassez ou durante a época não reprodutiva, pode comportar-se como um omnívoro oportunista consumindo pequenos frutos e bagas, atuando como um dispersor de sementes menor. Apesar da sua extrema agressividade, é presa de aves de rapina especializadas em ataques surpresa, como os falcões florestais (género Micrastur e Accipiter), enquanto os seus ninhos são vulneráveis a cobras arborícolas, iguanas e mamíferos trepadores, como os gambás.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
A época de reprodução está intrinsecamente ligada à disponibilidade de insetos. A fêmea é a única responsável pela construção do ninho: uma estrutura em forma de taça aberta, solta e um tanto desarrumada, feita de gravetos secos, ervas, trepadeiras e raízes finas, muitas vezes forrada com materiais macios ou teias de aranha. Geralmente situa-se numa forquilha de árvore horizontal a média ou grande altitude. A fêmea põe 2 a 3 ovos de cor creme pálido cobertos por fortes manchas castanhas e avermelhadas. Só ela incuba os ovos durante 14 a 16 dias, enquanto o macho vigia incansavelmente as redondezas como uma sentinela letal. Ao eclodirem, as crias altriciais (completamente cegas e indefesas) são alimentadas por ambos os pais com uma dieta intensiva de insetos regurgitados, abandonando o ninho aproximadamente entre os 18 e 19 dias de idade.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
18.0 - 24.0 cm
Peso (g)
30 g - 42 g
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
1 Anos
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
14 - 16
