
Morpho peleides
Borboleta-azul-morpho
Kollar, 1850
Adicionado por
Curador Anônimo
Revisado por
Em Revisão
Última modificação por
Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Estável
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
Ano todo
Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
Frutívoro
Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
As borboletas Morpho habitam o dossel e as bordas das florestas tropicais húmidas e florestas nubladas primárias e secundárias, desde o nível do mar até aos 1.400 metros de altitude. Embora passem a maior parte do seu tempo a esvoaçar nas altas camadas da floresta, os adultos descem frequentemente a clareiras do sub-bosque, trilhos florestais ou riachos, especialmente em manhãs ensolaradas para procurar alimento (fruta fermentada no chão) ou apanhar sol. Na Costa Rica, podem ser observadas em quase qualquer área florestal húmida, mas são particularmente conspícuas ao longo de trilhos ensolarados ou voando majestosamente através de clareiras florestais.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
É um inseto diurno e altamente ativo. Os machos são excecionalmente territoriais e patrulham incansavelmente ao longo de trilhos, riachos ou bordas da floresta (conhecido como comportamento de 'patrulhamento'), seguindo as mesmas rotas todos os dias em busca de fêmeas. Têm um estilo de voo errático, lento e 'saltitante', desenhado para criar a ilusão ótica do clarão azul. Ao encontrar fruta em decomposição no chão, alimentam-se em grupos pacíficos, muitas vezes partilhando com outras espécies de borboletas, abelhas ou aves, concentrando-se fervorosamente em absorver os açúcares fermentados.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
Fora das congregações partilhadas em manchas de fruta podre, as Morpho são maioritariamente solitárias. Os machos exibem um marcado comportamento territorial individual. Passam horas defendendo ativamente um troço de trilho, uma ravina florestal ou uma clareira que consideram sua, afugentando ferozmente outros machos Morpho de menor tamanho ou mesmo outras espécies de borboletas mediante perseguições aéreas relâmpago, numa tentativa de assegurar a exclusividade sobre as fêmeas que atravessem esse território.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Frugívoro sugador (adultos). Não visitam flores como outras borboletas, pois são incapazes de digerir o néctar floral rico em sacarose pura ou o pólen sólido. A sua probóscide está perfeitamente desenhada para se inserir em fendas de frutos muito maduros, sugando caldos ricos em leveduras e açúcares simples derivados da fermentação natural (que frequentemente as embriaga levemente, tornando-as lentas a escapar).Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
Sofre uma mudança total na sua cadeia trófica devido à sua metamorfose. Como lagarta, é um herbívoro consumidor primário, devorando avidamente folhas tenras de leguminosas venenosas das quais sequestra defesas químicas para se tornar desagradável (as lagartas são predadas por vespas, moscas parasitóides e aves cuculiformes). Como adulto, é um 'frugívoro' (consumidor de fluidos); as suas mandíbulas fundem-se para formar a probóscide (uma tromba tipo palhinha) com a qual sugam líquidos. Os adultos bebem o néctar doce e fermentado de frutas caídas apodrecidas (bananas, mangas, goiabas), seiva exsudada de árvores e, surpreendentemente, absorvem sais minerais dissolvidos de lama húmida ou até animais mortos em decomposição.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
As fêmeas adultas fertilizadas procuram ativamente plantas leguminosas específicas do sub-bosque, como a mucuna ou as trepadeiras Machaerium. Aterram sobre as folhas jovens e depositam individualmente ovos ovais de cor verde pálido em forma de cúpula na parte superior ou inferior da folha. A eclosão resulta numa pequena lagarta voraz que passará por várias fases de muda (instares), crescendo até se tornar numa grande e colorida lagarta revestida de pelos urticantes. Uma vez pronta, a lagarta secreta um botão de seda, pendura-se de cabeça para baixo em forma de 'J' e transforma-se numa crisálida rechonchuda e oval de cor verde-jade transparente. Este estado de pupa mimetiza maravilhosamente um fruto ou uma folha grossa, durando um par de semanas antes que emirja a grande borboleta adulta azul.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
12.0 - 16.0 cm
Peso (g)
1 g - 3 g
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
3 - 4 Meses
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
7 - 14
