
Pecari tajacu
Caititu
(Linnaeus, 1758)
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Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Em declínio
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
Ano todo
Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
Onívoro
Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
O caititu é a espécie de pecari com maior amplitude de nicho ecológico no continente americano. Habita desde florestas tropicais pluviais de terras baixas até florestas secas caducifólias, matagais espinhosos, desertos de cactáceas do sudoeste norte-americano, matas de galeria, savanas, manguezais e áreas agrícolas com cobertura vegetal remanescente. Na América Central ocupa preferencialmente florestas tropicais úmidas e pré-montanas entre 0 e 2.000 metros de altitude, mas se adapta com notável facilidade a florestas secundárias, pastagens arborizadas e áreas periurbanas com cobertura suficiente. Sua tolerância à perturbação humana é consideravelmente maior do que a do queixada, e sua área de ação é muito menor (1–4 km²), o que lhe permite persistir em paisagens fragmentadas onde Tayassu pecari já desapareceu.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
O caititu é principalmente diurno com atividade concentrada nas horas frescas da manhã e da tarde, tornando-se mais crepuscular ou noturno em zonas com alta pressão de caça ou perturbação humana. Vive em grupos familiares coesos de 5 a 30 indivíduos — excepcionalmente até 50 — que compartilham um território de 1 a 4 km² e o defendem ativamente contra outros grupos da mesma espécie. O grupo dorme junto em sítios de descanso fixos — cavernas, ocos de árvores, vegetação densa — e se desloca em fila indiana por rotas memorizadas. Ao contrário do queixada, seu comportamento é consideravelmente mais silencioso e críptico, e pode permanecer imóvel por longos períodos ao detectar presença humana. Em zonas bem conservadas, é frequentemente registrado em armadilhas fotográficas nas primeiras horas da manhã.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
O caititu vive em grupos familiares estáveis de 5 a 30 indivíduos com estrutura social baseada em parentesco matrilinear. Existe hierarquia de dominância linear, com fêmeas e machos adultos como indivíduos centrais e animais jovens em posições periféricas. A coesão do grupo é mantida mediante fricção mútua da glândula dorsal como saudação rotineira, vocalizações de contato de baixa intensidade durante o movimento, e movimento coordenado em fila. O grupo defende ativamente seu território contra outros grupos da mesma espécie mediante confrontações vocais e, ocasionalmente, físicas. Os encontros agressivos entre grupos incluem estalo de presas, eriçamento do pelo dorsal e bufidos. Os indivíduos expulsos do grupo — geralmente machos subadultos — podem viver solitariamente de forma temporária antes de se integrar a outro grupo.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Onívoro generalista com forte componente frugívoro-radicívoro. Sua dieta varia notavelmente conforme o ecossistema: em florestas tropicais úmidas predominam frutos, sementes e raízes; em ecossistemas áridos e semiáridos, as cactáceas (especialmente Opuntia) representam a fração dominante. Também consome fungos, folhas tenras, matéria vegetal em decomposição, invertebrados do solo (minhocas, larvas, piolhos-de-cobra, besouros), pequenos répteis, anfíbios e ovos. O comportamento de fuçar é fundamental para acessar recursos subterrâneos. Em zonas agrícolas, pode causar danos significativos a cultivos de milho, mandioca e tubérculos. Não armazena alimentos.Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
Consumidor primário onívoro com amplo espectro trófico. Ingere frutos, sementes, raízes, tubérculos, fungos, folhas, cactáceas, invertebrados do solo (minhocas, besouros, larvas) e ocasionalmente pequenos vertebrados e ovos. Atua como dispersor secundário de sementes de várias espécies de palmeiras, Ficus e plantas do sub-bosque ao defecar sementes intactas longe da árvore mãe. Seus principais predadores são o jaguar (Panthera onca), a onça-parda (Puma concolor), a jaguatirica (Leopardus pardalis), a jiboia (Boa constrictor), a cascavel centro-americana (Crotalus simus) e o jacaré-de-óculos (Caiman crocodilus) em zonas ribeirinhas. Nos desertos do norte do México e do sudoeste dos Estados Unidos, a onça-parda é o predador dominante. Sua presença em um ecossistema fragmentado é um indicador de conservação minimamente funcional, pois é a primeira espécie de ungulado a recolonizar florestas em recuperação.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
A reprodução ocorre ao longo do ano sem sazonalidade marcada nos trópicos, embora em populações de zonas áridas do norte sejam observados picos de nascimentos na estação chuvosa. O cortejo inclui perseguições intragrupais, marcação ativa com a glândula dorsal e vocalização entre o casal. Após uma gestação de 143 a 148 dias, a fêmea normalmente pare duas crias precociais (variação 1–4) com olhos abertos e pelo completo. As crias podem seguir a mãe nas primeiras horas de vida. O grupo inteiro participa da vigilância das crias, sendo os machos adultos tão ativos quanto as fêmeas na função de alerta antipredatório. A amamentação dura aproximadamente 6 a 8 semanas. Os jovens atingem a maturidade sexual entre 8 e 14 meses. Uma fêmea pode se reproduzir duas vezes por ano em condições favoráveis.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
75.0 - 100.0 cm
Peso (g)
14.00 kg - 30.00 kg
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
8 - 14 Meses
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
143 - 148
