Costa Rica Species
Dasyprocta punctata
AnimaliaMaior posto na taxonomia. Agrupa toda a vida em domínios: Animalia, Plantae, Fungi, etc.IUCN LCUnião Internacional para a Conservação da Natureza — autoridade mundial sobre o risco de extinção das espécies. — Pouco Preocupante — amplamente distribuído e abundante; sem risco imediato de extinção.Em ProgressoEtapa atual deste registro no fluxo de revisão editorial. Avistamento Recente

Dasyprocta punctata

Cutia-centro-americana

Gray, 1842

Textos detalhados Multi-idioma
A cutia-centro-americana (Dasyprocta punctata) é um roedor de médio porte pertencente à família Dasyproctidae. Possui corpo esguio com patas longas e finas, pelagem marrom-avermelhada com reflexos dourados no dorso e face ventral mais clara. Não possui cauda visível externamente. É um animal predominantemente diurno e um dos dispersores de sementes mais importantes das florestas tropicais, com distribuição do sul do México ao Equador e noroeste da Argentina.

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Julia Trouin

TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.

FiloPosto abaixo do Reino. Agrupa organismos com o mesmo plano corporal fundamental (ex. Chordata = vertebrados e alguns invertebrados).Chordata
ClassePosto abaixo do Filo. Subdivide por características estruturais (ex. Mammalia, Aves, Reptilia, Insecta).Mammalia
OrdemPosto abaixo da Classe. Agrupa famílias relacionadas com ancestralidade comum (ex. Carnivora, Primates).Rodentia
FamíliaPosto abaixo da Ordem. Agrupa gêneros intimamente relacionados (ex. Felidae = gatos, Canidae = cães).Dasyproctidae
GêneroPosto imediatamente acima da Espécie. A primeira palavra do nome científico binomial.Dasyprocta
Autoridade TaxonômicaCientista que descreveu e publicou formalmente esta espécie pela primeira vez, seguido do ano de publicação.Gray, 1842
Completude da Ficha
95%
Em breve

Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.

OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.

Nativa

TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.

Em declínio

Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.

Ano todo

Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.

Herbívoro

Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.

Sim

Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma

Habita principalmente florestas tropicais úmidas e secas, florestas secundárias, corredores ripários, plantações e áreas agrícolas adjacentes a zonas florestais. Adapta-se bem a ambientes perturbados desde que haja cobertura vegetal e disponibilidade de alimento suficientes. Pode também ser encontrada em manguezais, savanas arborizadas e jardins periurbanos.

ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma

A cutia é um animal diurno e predominantemente solitário, embora possa tolerar a proximidade de conespecíficos em áreas de alta concentração de recursos. Mantém territórios pequenos (0,5–5 ha) delimitados por secreções de glândulas odoríferas e marcação urinária. É uma espécie-chave nos ecossistemas tropicais pela sua função como dispersor primário de sementes de grandes árvores. Sua atividade aumenta nas primeiras horas da manhã e ao entardecer. Diante do perigo, prefere a fuga rápida, embora também possa permanecer imóvel confiando em sua camuflagem.

Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma

Predominantemente solitária. Os indivíduos se toleram mutuamente em áreas de alta disponibilidade de recursos, mas defendem ativamente seus territórios contra intrusos por meio de vocalizações, eriçamento do pelo dorsal e perseguições. A comunicação ocorre através de vocalizações de contato e alarme, sinais químicos (glândulas anais e perianais) e sinais visuais (postura corporal). Os casais permanecem juntos temporariamente durante o cortejo e a criação.

Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma

Granívoro-frugívoro especializado. Alimenta-se preferencialmente de sementes duras e frutos maduros caídos, complementando sua dieta com raízes, cascas, brotos tenros e ocasionalmente invertebrados ou pequenos fungos. Durante a estação seca, quando os frutos escasseiam, recorre intensivamente aos seus depósitos de sementes enterradas.

Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma

Consumidor primário que se alimenta de sementes, frutos, raízes e cascas. É presa habitual do jaguar (Panthera onca), da onça-parda (Puma concolor), da jaguatirica (Leopardus pardalis), da jiboia (Boa constrictor), da harpia (Harpia harpyja) e do gavião-preto (Buteogallus anthracinus). Seu papel como dispersor secundário de sementes o posiciona como um elo trófico de importância estrutural: ao enterrar e esquecer sementes, propicia a germinação de espécies arbóreas-chave que sustentam muitos outros organismos florestais.

Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma

A reprodução pode ocorrer ao longo do ano, com picos coincidindo com maior abundância de frutos. O cortejo inclui vocalizações, perseguições e o macho borrifando urina sobre a fêmea. Após uma gestação de 104 a 120 dias, a fêmea dá à luz entre 1 e 4 filhotes precociais (normalmente 2), com olhos abertos, pelagem e capacidade de se locomover desde o primeiro dia. A amamentação dura aproximadamente 16 semanas. Os jovens atingem a maturidade sexual entre 6 e 12 meses de idade.

Medidas Físicas

Comprimento (cm)

41.5 - 62.0 cm

Peso (g)

2.70 kg - 6.00 kg

ProleNúmero típico de filhotes (nascimentos, ovos ou sementes) produzidos por um adulto em um único evento reprodutivo ou temporada de reprodução.1 - 4
Dimorfismo SexualDiferenças físicas observáveis entre machos e fêmeas da mesma espécie (tamanho, coloração, características).Não

Longevidade

Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.

6 - 12 Meses

GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).

104 - 120

Longevidade EstimadaDuração esperada de vida do nascimento à morte natural em condições selvagens.
Machos13 - 20 Anos
Fêmeas13 - 20 Anos

Adaptações EvolutivasCaracterísticas herdadas que melhoram a sobrevivência e reprodução da espécie no seu ambiente específico. Multi-idioma

Incisivos de crescimento contínuo e extremamente resistentes que permitem roer sementes com endocarpo lenhoso que pouquíssimos mamíferos conseguem processar, como castanhas-do-pará e sementes de palmeira.
Comportamento de armazenamento disperso (scatter-hoarding): enterra sementes individualmente em centenas de micro-esconderijos distribuídos em seu território, gerando uma dispersão secundária de sementes crucial para a regeneração florestal.
Patas traseiras longas e musculosas com unhas em forma de casco que conferem velocidade e estabilidade tanto em terreno aberto quanto em superfícies irregulares ao fugir de predadores.
Memória espacial altamente desenvolvida que permite lembrar a localização de centenas de depósitos de sementes enterrados em diferentes momentos e sob variadas condições sazonais.

Principais AmeaçasPressões documentadas que reduzem a população: perda de habitat, caça, doenças, alterações climáticas, espécies invasoras. Multi-idioma

Perda e fragmentação do habitat causada pelo desmatamento para uso agrícola, pecuário e desenvolvimento urbano, reduzindo a disponibilidade de abrigo e alimento.
Caça de subsistência e comercial para consumo de carne silvestre, especialmente difundida em áreas rurais do México, América Central e norte da América do Sul.
Predação por cães e gatos domésticos em áreas periurbanas e zonas de amortecimento de parques nacionais, onde a densidade de animais de estimação sem controle é elevada.

Fatos CuriososFactos surpreendentes ou notáveis que destacam o que torna esta espécie única ou ecologicamente importante. Multi-idioma

É um dos poucos animais capazes de abrir a cápsula lenhosa da castanha-do-pará (Bertholletia excelsa), considerada uma das sementes mais duras do mundo, sendo essencial para a reprodução dessa árvore na Amazônia.
Quando detecta um predador, bate o solo com as patas traseiras e emite vocalizações de alarme agudas, um sistema de comunicação social que alerta outros indivíduos na área.
Apesar de ser principalmente terrestre, a cutia é uma nadadora competente e não hesita em atravessar rios para escapar de predadores ou explorar novos territórios em busca de alimento.
Seus incisivos apresentam coloração alaranjada característica devido à presença de ferro no esmalte dentário, tornando-os significativamente mais duros e resistentes do que os dentes humanos.