
Pharomachrus mocinno
Quetzal-resplandecente
(Lesson, 1832)
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Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Em declínio
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
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Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
Frutívoro
Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
O quetzal-resplandecente habita exclusivamente florestas nubladas e florestas montanas úmidas entre 1.200 e 3.200 metros de altitude, com a faixa ótima entre 1.800 e 2.800 metros. Requer florestas maduras com alta densidade de árvores da família Lauraceae — especialmente abacateiros silvestres dos gêneros Persea e Ocotea — que são sua fonte alimentar primária. Também necessita de árvores velhas com cavidades naturais ou ninhos de pica-pau para nidificar. Na Costa Rica concentra-se principalmente na Cordilheira de Talamanca, a Cordilheira Vulcânica Central, os Cerros de la Muerte e a área do Parque Internacional La Amistad. Durante a estação não reprodutiva realiza movimentos altitudinais para zonas mais baixas — entre 1.000 e 1.500 metros — seguindo a fenologia de frutificação das lauráceas, em uma das migrações altitudinais mais documentadas de qualquer ave centro-americana. Sua presença é um indicador inequívoco de floresta nublada bem conservada.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
O quetzal é principalmente diurno com picos de atividade ao amanhecer e ao entardecer. Passa a maior parte do tempo empoleirado imóvel em galhos do subdossel e dosel, o que o torna excepcionalmente difícil de detectar apesar de sua brilhante coloração. Realiza voos curtos e diretos entre árvores de lauráceas em frutificação, retornando frequentemente às mesmas árvores produtivas dia após dia. Seu território varia entre 6 e 10 km² durante a temporada reprodutiva, que defende ativamente por meio do canto. Fora da temporada reprodutiva, os indivíduos realizam movimentos altitudinais sazonais de até 1.000 metros de diferença em altitude, seguindo a fenologia de frutificação dos aguacatillos. Essas migrações altitudinais não são completamente previsíveis no nível individual e diferem entre anos conforme a disponibilidade de alimento. Dorme em cavidades arbóreas ou em galhos densos do dossel.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
O quetzal é principalmente solitário fora da temporada reprodutiva. Os indivíduos adultos mantêm territórios exclusivos durante o período de nidificação — de março a junho na Costa Rica — que defendem ativamente mediante canto e perseguições aéreas. Fora da temporada reprodutiva, os indivíduos podem se tolerar mutuamente em árvores de aguacatillo com alta produção de frutos, onde se observam concentrações transitórias de até 15 indivíduos sem interação agressiva intensa. A comunicação é predominantemente vocal: o canto territorial do macho ao amanhecer é o mecanismo principal de manutenção do espaço individual. As fêmeas também cantam, embora com menor intensidade e frequência do que os machos. Não formam bandos estáveis nem grupos familiares duradouros após a independência dos juvenis.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Frugívoro especializado com suplemento insetívoro-carnívoro sazonal. Durante a temporada reprodutiva (março-junho) a dieta consiste quase exclusivamente em frutos de lauráceas (Persea spp., Ocotea spp., Nectandra spp.) para satisfazer as altas demandas energéticas da reprodução. Fora da temporada reprodutiva e durante a alimentação dos filhotes, incorpora insetos (especialmente vespas, crisomelídeos e outros besouros do dossel), larvas, caracóis de árvore, pequenas rãs (especialmente rãs de vidro) e lagartos. Os filhotes recebem uma dieta mista de pequenos vertebrados e insetos durante as primeiras semanas, gradualmente complementada com frutos de lauráceas à medida que amadurecem. Não armazena alimento.Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
Consumidor primário frugívoro especializado e dispersor de sementes de importância ecossistêmica crítica. Consome principalmente frutos de lauráceas (Persea spp., Ocotea spp., Nectandra spp., Licaria spp.) que representam 80% ou mais de sua dieta durante a temporada reprodutiva; complementa com frutos de outras famílias (Ericaceae, Myrtaceae, Clusiaceae), insetos, larvas, pequenas rãs, lagartos e caracóis. Ao regurgitar sementes a distâncias de até 400 m da árvore mãe, é o principal vetor de regeneração das lauráceas do dossel nas florestas nubladas. Seus predadores documentados incluem a águia-solitária (Buteogallus solitarius), o gavião-miúdo (Accipiter striatus), o falcão-mato-grande (Micrastur semitorquatus), a onça-parda (Puma concolor) e a marta (Martes americana) em zonas onde coexistem. Cobras como a jararaca (Bothrops asper) podem predar ovos e filhotes em ninhos de baixa altitude.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
A temporada reprodutiva na Costa Rica se estende principalmente de março a junho, coincidindo com a maior disponibilidade de frutos de lauráceas. Os machos estabelecem e proclamam seus territórios mediante canto intenso do topo das árvores emergentes antes do amanhecer. O cortejo inclui voos acrobáticos em que o macho ascende verticalmente acima do dossel e mergulha com as longas penas caudais ondulando, e perseguições aéreas entre o macho e a fêmea. Ambos os sexos participam da escavação do ninho em troncos mortos ou galhos apodrecidos de madeira mole — especialmente aguacatillo morto em pé —, usando o bico como ferramenta. A cavidade mede tipicamente 15-25 cm de diâmetro interior. A postura consiste normalmente em 2 ovos de cor azul-pálido ou verde-azulado. Ambos os sexos incubam: o macho durante o dia e a fêmea durante a noite, durante 17 a 19 dias. Os filhotes nascem altriciais — cegos e com escasso penugem — e são alimentados por ambos os progenitores com uma dieta inicial de pequenos vertebrados e insetos, gradualmente complementada com frutos. O período de criação no ninho dura entre 23 e 31 dias. Os juvenis atingem a plumagem completa aos 12-18 meses e a plumagem adulta completa do macho — incluindo as penas caudais elongadas — entre 3 e 5 anos.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
36.0 - 40.0 cm
Peso (g)
180 g - 230 g
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
3 - 5 Anos
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
17 - 19
