
Rhinella horribilis
Sapo-cururu-mesoamericano
Wiegmann, 1833
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Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Estável
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
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Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
Onívoro
Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
É provavelmente o anfíbio com maior amplitude ecológica do neotrópico. Embora o seu habitat original seja composto por florestas tropicais húmidas e secas, savanas e zonas ribeirinhas abertas, a sua impressionante adaptabilidade permite-lhe colonizar quase qualquer ecossistema alterado pelo ser humano. Prospera em paisagens perturbadas como pastagens de gado, plantações de cana-de-açúcar, canais de drenagem, jardins suburbanos e o próprio centro das cidades costarriquenhas. Só requer pequenas poças de água estagnada, valas ou valetas para se reproduzir, e pode mesmo tolerar água salobra, o que é inaudito para a maioria dos anfíbios.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
De hábitos estritamente noturnos e terrestres. Passa as calorosas horas do dia enterrado debaixo de serapilheira, rochas, madeira podre, condutas de esgoto, ou quaisquer escombros que lhe forneçam sombra e humidade. Ao entardecer, emerge e caminha (em vez de saltar) à procura de áreas abertas ou iluminadas artificialmente. É muito comum observar múltiplos sapos-gigantes sentados estoicamente debaixo dos candeeiros de iluminação pública na Costa Rica, esperando pacientemente que os insetos caiam ao chão após embaterem na luz. Se atacados por um predador, não fogem rapidamente; em vez disso, inflam-se enchendo os pulmões de ar para parecerem grandes demais para serem engolidos e inclinam a cabeça para expor as suas glândulas venenosas.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
É um anfíbio de natureza gregária apenas passivamente tolerante fora da época de acasalamento. Frequentemente partilham os mesmos esconderijos húmidos debaixo de pedras ou alpendres e alimentam-se pacificamente em altas concentrações em fontes de alimento partilhadas (por exemplo, debaixo do mesmo candeeiro de rua). Não possuem uma estrutura hierárquica complexa ou laços familiares. A verdadeira interação social é exclusivamente reprodutiva, durante a qual os machos congregados emitem um coro competitivo, e as fêmeas selecionam um macho através de inspeção tátil antes de permitirem o amplexo.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Carnívoro/Onívoro terrestre generalista (Espera e forrageamento ativo). Emprega ambas as táticas: emboscada passiva esperando que a presa se cruze no seu caminho, ou olfato ativo (usa amplamente o sentido do olfato para encontrar carniça ou comida parada, como comida de cão ou matéria vegetal em decomposição). Captura as suas vítimas estendendo velozmente a sua longa e pegajosa língua presa na parte da frente da boca.Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
É um consumidor secundário ou terciário onívoro na cadeia trófica neotropical. Engole escaravelhos, vespas, formigas destruidoras, aranhas, centopeias e até crias de rato, outras rãs, lagartos e pequenas cobras. Por isso, atuam como controladores de pragas incrivelmente eficazes. As suas defesas venenosas matam mamíferos e crocodilos inexperientes, mas várias espécies nativas da Costa Rica desenvolveram imunidade ou estratégias engenhosas para fugir ao veneno. O zanate (Quiscalus mexicanus) bica-os e vira-os de cabeça para baixo com o bico para comer o seu estômago e intestinos por baixo, evitando as glândulas venenosas do dorso. Certas cobras e formigas carnívoras também predam os sapinhos recém-metamorfoseados, cujos níveis de toxinas ainda são baixos.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
Têm um potencial reprodutivo explosivo que contribui para o seu sucesso biológico. Quando começa a época das chuvas (maio na Mesoamérica), os machos aproximam-se de poças estagnadas, valas ou rios lentos e emitem um trinado profundo e contínuo semelhante ao motor de um trator distante para atrair as fêmeas. Após assegurar o amplexo axilar, a fêmea entra na água e extrusa cordões gelatinosos duplos e transparentes (que podem medir vários metros de comprimento), enrolando-os na vegetação submersa. Uma única fêmea grande pode libertar a espantosa quantidade de entre 8.000 e 30.000 ovos tóxicos numa única postura. Os ovos eclodem rapidamente, entre 48 horas e uma semana depois. Os minúsculos girinos pretos agrupam-se em enxames densos nas margens para se termorregularem e completarem a sua metamorfose em apenas um mês, emergindo como minúsculos sapinhos do tamanho de uma unha.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
10.0 - 24.0 cm
Peso (g)
200 g - 1.50 kg
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
1 - 2 Anos
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
2 - 7
