
Atta cephalotes
Saúva
Linnaeus, 1758
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Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Estável
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
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Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
Herbívoro
Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
Mostram uma enorme flexibilidade de habitat. Os seus massivos ninhos subterrâneos (formigueiros) podem ser encontrados no coração das florestas tropicais primárias e secundárias, mas também prosperam em zonas agrícolas, pastagens, bermas de estradas e jardins urbanos. Preferem solos argilosos ou francos bem drenados onde possam escavar galerias profundas que chegam a atingir os 7 metros de profundidade e abranger um raio de 30 metros. Esta adaptabilidade a áreas perturbadas tem feito com que as suas populações aumentem onde a floresta é abatida.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
O seu comportamento de forrageamento é cíclico e altamente adaptativo. Enquanto em florestas sombrias forrageiam de dia, em zonas quentes e pastagens expostas tornam-se estritamente noturnas para não se desidratarem ao sol. Formam trilhos lisos e sem vegetação de dezenas de metros ao marcar quimicamente o rasto e retirar rochas fisicamente. Comunicam por estridulação vibratória (fregam o abdómen para pedir auxílio se um túnel desabar) e feromonas. Têm um impacto ecológico gigantesco: ao recolher tanta matéria orgânica subterrânea e depositar os seus dejetos ricos, são os principais engenheiros do solo tropical, arejando a terra e criando zonas de hiper-fertilidade.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
As saúvas formam um super-organismo eussocial, uma colónia gigante onde os indivíduos são sacrificáveis pelo bem do grupo. A rainha não domina com ordens conscientes, mas mediante uma linguagem de feromonas. Carecem de toda a estrutura de reprodução individual (todas as trabalhadoras são irmãs estéreis partilhando 75% do ADN). A sua cooperação logística e de infraestrutura é magistral: evacuam túneis durante as chuvas, desmembram animais mortos longe do cultivo fúngico, e as trabalhadoras exaustas ou contaminadas com parasitas literalmente auto-exilam-se para o depósito de lixo para não infetar o fungo, morrendo de esgotamento. Todas trabalham unidas cegamente pelo bem das crias da rainha.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Micófago obrigatório (Fungívoro estrito). Alimentam-se exclusivamente dos gongilídeos (pontas cheias de hidratos de carbono, lípidos e proteínas) produzidos pelo fungo mutualista Leucoagaricus gongylophorus cultivado intensivamente debaixo da terra. Para abastecer esta quinta gigante, as forrageadoras cortam partes moles e verdes (folhas de uma grande diversidade de espécies de dicotiledóneas de floresta), mas consomem a seiva exposta do corte de forma oportunista enquanto viajam, dando-lhes energia a curto prazo para transportar pesos massivos.Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
Funcionalmente são o herbívoro dominante que controla a vegetação, embora estritamente sejam fungívoros (micófagos) obrigatórios. Ao remover biomassa competem com bugios e iguanas. Enormes colónias estabelecidas são tão perigosas com os seus soldados de defesa que poucos predadores se atrevem a desenterrá-las inteiras, salvo mamíferos altamente especializados e blindados como o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), tatus (Dasypodidae) e tamanduás-mirins (Tamandua mexicana). Durante os espetaculares voos nupciais na época das chuvas, milhões de rainhas virgens e machos gordos indefesos descolam para o ar; nesse momento, cada ave, lagarto e macaco da floresta tropical aproveita a bonança proteica massiva, comendo mais de 99% dos reprodutores.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
A colónia demora cerca de 3 a 5 anos a atingir um tamanho maduro para investir recursos em reproduzir-se. Nesse momento, cria milhares de alados (formigas férteis e aladas). Com as primeiras fortes chuvas quentes da época, a colónia coordena um enorme 'voo nupcial'. Milhões de indivíduos com asas descolam de múltiplos formigueiros da zona para assegurar mistura genética. No alto dos céus em enxames zumbidores, as rainhas acasalam no ar com 3 a 8 machos distintos para armazenar na sua espermateca cerca de 300 milhões de espermatozóides que manterá vivos até 20 anos. Os machos, após ejacularem o seu conteúdo genético, morrem rapidamente e caem na floresta. A jovem rainha recém-fecundada voa para o chão, arranca as asas, cava ansiosamente um túnel em solitário e começa uma nova sociedade plantando o fungo que trouxe consigo.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
0.2 - 3.0 cm
Peso (g)
0.001 g - 0.5 g
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
40 - 60 Dias
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
20 - 30
