
Sphiggurus mexicanus
Ouriço-cacheiro mexicano
(Brandt, 1835)
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Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Em declínio
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
Ano todo
Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
Herbívoro
Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
O ouriço-cacheiro mexicano ocupa preferencialmente o dossel e subdossel de florestas tropicais úmidas e muito úmidas de terras baixas e pré-montanas, matas de galeria e florestas secundárias maduras com alta conectividade de dossel. Raramente desce ao chão: passa praticamente toda sua vida entre 5 e 30 metros de altura, onde forrageia, dorme e se reproduz. Mostra marcada preferência por zonas com alta densidade de árvores frutíferas e árvores com cascas de sabor doce ou ricas em amido. Tolera certo grau de perturbação se a continuidade do dossel for mantida, mas desaparece rapidamente de paisagens fortemente fragmentadas. Na Costa Rica é registrado do nível do mar até 2.700 metros de altitude em ambas as vertentes, com maior densidade nas florestas úmidas do Caribe e do Pacífico Sul. É mais frequentemente detectado por suas vocalizações do que por observação direta, dado seu caráter extremamente críptico.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
O ouriço-cacheiro mexicano é estritamente noturno e arborícola. Inicia sua atividade ao anoitecer e retorna ao seu sítio de descanso — geralmente uma bifurcação de galhos grossos ou uma cavidade em um tronco velho — antes do amanhecer. Desloca-se com movimentos lentos e deliberados, avançando pelos galhos com a cabeça baixa e o corpo compacto. Ao contrário do jupará e do olingo, não salta entre árvores: prefere descer parcialmente e reasender pelo tronco da árvore contígua. Possui um raio de vida reduzido de 5 a 35 hectares que percorre em rotas relativamente fixas. Sua estratégia primária de defesa é a imobilidade e o camuflagem; se detectado e encurralado, gira o dorso espinhoso em direção ao agressor, eriça os espinhos e pode golpear com a cauda armada. Raramente foge ativamente de um predador.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
O ouriço-cacheiro mexicano é fundamentalmente solitário. Os indivíduos adultos mantêm áreas de vida individuais que se sobrepõem minimamente e evitam o contato direto fora do período reprodutivo por meio de comunicação química — marcas odoríferas de glândulas faciais e perianais em galhos e troncos — e vocalizações nasais de baixa intensidade. Durante o cortejo, macho e fêmea podem compartilhar brevemente a mesma árvore. A comunicação intra e interespecífica é complementada por estalos dentais de advertência, ereção de espinhos e percussão da cauda armada contra galhos ao se sentir ameaçado. Os jovens permanecem com a mãe até aproximadamente 5-6 meses, quando atingem 70% do tamanho adulto e começam a estabelecer seus próprios domínios vitais.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Herbívoro-frugívoro arborícola especializado. Sua dieta consiste principalmente em frutos maduros macios — especialmente Ficus spp., palmeiras e Cecropia spp. —, folhas tenras e brotos do dossel, flores, casca interna rica em açúcares e amidos, e sementes de casca não muito dura. A proporção de cada componente varia sazonalmente: durante a estação chuvosa predominam os frutos; durante a seca aumenta o consumo de casca, folhas e flores. Não consome invertebrados ou material animal de forma significativa. Não armazena alimento. Localiza o alimento principalmente pelo olfato e memória espacial das árvores produtivas em seu território.Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
Consumidor primário herbívoro-frugívoro. Sua dieta é composta de frutos maduros, folhas tenras, flores, brotos, casca interna e sementes de diversas espécies arbóreas do dossel. Ao consumir frutos inteiros e defecar as sementes a distâncias consideráveis da árvore mãe, atua como dispersor secundário de sementes de várias espécies de Ficus, palmeiras e plantas do subdossel. Seu hábito de 'anelamento' de casca pode causar a morte de galhos e árvores, gerando madeira morta que beneficia insetos xilófagos, pica-paus e fungos. Seus principais predadores são o jaguar (Panthera onca), a onça-parda (Puma concolor), a jaguatirica (Leopardus pardalis), a harpia (Harpia harpyja), a coruja-de-óculos (Pulsatrix perspicillata) e a jiboia (Boa constrictor). A irara (Eira barbara) e o guaxinim (Procyon lotor) podem atacar indivíduos jovens ou em repouso.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
A reprodução pode ocorrer ao longo do ano, embora picos de nascimentos tenham sido documentados no início da estação chuvosa em vários países de sua distribuição. O cortejo é prolongado e vocalmente ruidoso: o macho persegue a fêmea durante vários dias emitindo vocalizações contínuas, e pode haver competição entre machos pelo acesso a uma fêmea no cio. A cópula ocorre no dossel, com a fêmea suspensa pela cauda enquanto o macho se equilibra cuidadosamente para evitar os espinhos. Após uma gestação de 195 a 210 dias — uma das mais longas de qualquer roedor de seu tamanho —, nasce um único filhote precocial com os olhos abertos, espinhos já endurecidos e capacidade de escalar em poucas horas. O filhote nasce com espinhos macios cobertos por uma membrana que endurece nas primeiras horas de vida. A amamentação dura aproximadamente 3 a 4 meses. Os jovens atingem a independência entre 5 e 8 meses e a maturidade sexual entre 18 e 24 meses.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
30.0 - 48.0 cm
Peso (g)
900 g - 2.50 kg
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
18 - 24 Meses
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
195 - 210
