
Cuniculus paca
Paca
Linnaeus, 1766
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Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Em declínio
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
Ano todo
Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
Herbívoro
Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
Habita preferencialmente florestas tropicais úmidas e muito úmidas de terras baixas e pré-montanas, sempre em estreita associação com corpos d'água como rios, riachos, córregos e lagoas. Também ocupa matas de galeria, florestas secundárias maduras e ocasionalmente plantações de cacau ou banana adjacentes à vegetação nativa. Requer solos moles ou arenosos para escavar suas tocas, geralmente localizadas entre raízes de grandes árvores, em barrancos ou margens de rios. Raramente se afasta mais de 300 metros de uma fonte de água permanente.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
A paca é estritamente noturna, iniciando sua atividade entre as 18h00 e as 20h00 e retornando à sua toca antes do amanhecer. É predominantemente solitária, embora os casais reprodutores compartilhem um território de forma estável. Escava e mantém sistemas de tocas complexos com câmaras revestidas de folhas secas onde descansa e cria os filhotes. Ao menor sinal de perigo, prefere se refugiar na água a fugir por terra. Marca seu território com secreções glandulares e urinas em pontos fixos. Sua atividade é altamente sensível à presença humana e à luz artificial, razão pela qual raramente é observada em áreas com perturbação noturna.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
Predominantemente solitária fora do período reprodutivo. Os adultos estabelecem territórios individuais que defendem ativamente por meio de vocalizações (grunhidos guturais), eriçamento do pelo dorsal e perseguições diretas. Os casais são de facto monogâmicos durante a temporada reprodutiva e podem compartilhar uma toca temporariamente. A comunicação química por meio de glândulas perianais e marcas urinárias em pontos estratégicos do território é fundamental para evitar encontros diretos entre indivíduos. Os filhotes permanecem com a mãe até aproximadamente 3-4 meses de idade.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Frugívoro-granívoro oportunista. Sua dieta consiste principalmente em frutos maduros caídos, sementes duras, raízes carnosas e cascas. Complementa ocasionalmente com folhas tenras, brotos e pequenos invertebrados. Na estação seca recorre mais intensamente a raízes e tubérculos subterrâneos. Ao contrário da cutia, não armazena sementes, mas consome os alimentos diretamente no local de descoberta ou os transporta para a toca.Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
Consumidor primário que se alimenta de frutos, sementes, raízes e cascas. Atua como dispersor secundário de sementes ao transportar frutos a distâncias consideráveis antes de consumi-los. Seus principais predadores são o jaguar (Panthera onca), a onça-parda (Puma concolor), a jaguatirica (Leopardus pardalis), a jiboia (Boa constrictor), o jacaré-de-óculos (Caiman crocodilus) e a harpia (Harpia harpyja). Em áreas fragmentadas, os cães domésticos representam uma ameaça adicional significativa. Sua eliminação de um ecossistema pode gerar mudanças na composição florística da floresta ao interromper processos de dispersão de certas espécies vegetais.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
A reprodução ocorre ao longo do ano com picos associados ao início da estação seca. O cortejo envolve perseguições prolongadas e o macho borrifando urina sobre a fêmea. Após uma gestação de 114 a 119 dias, nasce geralmente um único filhote precocial (raramente dois), com olhos abertos, pelagem completa e manchas laterais já visíveis. O filhote pode caminhar horas após o nascimento. A mãe amamenta por aproximadamente 90 dias. Os jovens atingem a maturidade sexual entre 7 e 9 meses. Uma fêmea adulta pode parir até duas vezes por ano se as condições alimentares forem favoráveis.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
60.0 - 82.0 cm
Peso (g)
6.00 kg - 12.00 kg
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
7 - 9 Meses
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
114 - 119
