
Eretmochelys imbricata
Tartaruga-de-pente
(Linnaeus, 1766)
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Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Em declínio
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
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Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
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Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
A tartaruga-de-pente ocupa uma série de habitats marinhos específicos ao longo de seu ciclo de vida, com uma dependência crítica dos recifes de coral e das pradarias de ervas marinhas. Os adultos e subadultos forrageiam exclusivamente ou quase exclusivamente em recifes de coral, leitos de esponjas e fundos rochosos pouco profundos (2 a 30 metros de profundidade), onde as esponjas — seu alimento principal — crescem nas fendas e paredes do recife. Os juvenis pelágicos passam seus primeiros anos nas correntes oceânicas de águas abertas entre massas flutuantes de sargaço. Os adultos reprodutores nidificam em praias tropicais e subtropicais de areia fina ou grossa com acesso direto ao recife. Na Costa Rica, a espécie é mais frequente no Caribe, especialmente no Parque Nacional Cahuita, a Reserva Biológica Ilha do Caño, o Refúgio Nacional Gandoca-Manzanillo e as águas recifais do Corredor Marinho Mesoamericano. No Pacífico é menos frequente, mas é registrada no Golfo Dulce, na Ilha do Coco e em zonas recifais do Pacífico Central e Sul. Necessita de praias de nidificação relativamente intactas — com declive moderado, areia compacta e sem contaminação lumínica noturna severa — a uma distância caminhável de zonas recifais de forrageamento.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
A tartaruga-de-pente é principalmente solitária e passa a maior parte de sua vida adulta forrageando nos recifes de coral de sua área de distribuição. Os adultos são animais bentônicos que se movem com relativa lentidão pelo recife, explorando fendas e paredes com o bico em busca de esponjas. Podem se submergir até 30 metros de profundidade, embora a maioria do forrageamento ocorra entre 2 e 15 metros. São parcialmente noturnas em zonas de alta pressão de predação — repousando durante o dia em fendas do recife — embora em zonas protegidas sejam ativas tanto de dia como de noite. A respiração é obrigatoriamente aérea: devem ir à superfície a cada 45-90 minutos quando ativas, embora possam permanecer submersas por até 3-4 horas em estado de repouso com metabolismo reduzido. Não são territoriais e as áreas de vida de diferentes indivíduos se sobrepõem amplamente. São de temperamento relativamente calmo quando encontradas com mergulhadores — ao contrário do caráter mais tímido de outras tartarugas marinhas — o que as torna uma atração estrela do mergulho costarricense, mas também as torna mais vulneráveis à perturbação humana direta.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
A tartaruga-de-pente é essencialmente solitária durante toda a sua fase de vida adulta aquática. Os indivíduos forrageiam sozinhos, dormem sozinhos no recife e só se congregam transitoriamente durante a temporada de acasalamento nas proximidades das praias de nidificação. O acasalamento ocorre na água, com frequência em águas pouco profundas perto da praia de nidificação, e pode envolver múltiplos machos competindo por uma única fêmea. As fêmeas armazenam esperma e podem fertilizar múltiplas posturas com o esperma de um único acasalamento ou de vários machos durante a mesma temporada. Durante a nidificação, as fêmeas saem à terra de forma solitária, geralmente à noite, e não interagem socialmente com outras fêmeas que nidificam simultaneamente na mesma praia. Não há cuidado parental de nenhum tipo após a postura: a fêmea abandona a ninhada imediatamente após cobri-la.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Espongivoro especializado com suplemento oportunista de invertebrados bentônicos macios. 70-95% da dieta consiste em esponjas marinhas bentônicas, com preferência pelas esponjas de alto conteúdo em toxinas e espículas que a maioria dos demais predadores marinhos não consegue consumir — Geodia, Chondrilla, Aplysina, Ircinia e outras Demospongiae. Os restantes 5-30% incluem medusas, tunicados sésseis (ascídias), crinoides, anêmonas do mar, algas calcáreas, moluscos macios (nudibrânquios, gastrópodos pequenos), equinodermos macios e ocasionalmente peixes pequenos e lentos. Forrageia exclusivamente no bentos coralino e rochoso, usando o bico estreito para extrair presas de fendas e paredes inacessíveis para outras espécies. Não tem comportamento de caça ativa de presas móveis rápidas.Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
Consumidor secundário especializado em esponjas bentônicas (espongivoro), com uma posição trófica única no recife de coral que nenhuma outra espécie vertebrada pode ocupar de forma equivalente. Sua dieta consiste principalmente (70-95%) em esponjas das classes Demospongiae e Calcarea, especialmente gêneros como Geodia, Chondrilla, Aplysina, Ircinia, Neopetrosia e Anthosigmella — todos altamente tóxicos para a maioria dos predadores. Os restantes 5-30% incluem medusas, tunicados, crinoides, anêmonas, algas, moluscos macios e ocasionalmente peixes. Ao controlar as populações de esponjas no recife, a tartaruga-de-pente atua como regulador ecológico que previne a superabundância de esponjas competidoras do espaço coralino, sendo um componente estruturador do ecossistema de recife de primeira ordem. Seus principais predadores no mar são o tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) e o tubarão-limão (Negaprion brevirostris) para indivíduos adultos, o tubarão-ponta-negra (Carcharhinus limbatus) e o golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) para juvenis, e a orca (Orcinus orca) de forma ocasional. Em terra, as fêmeas nidificando são vulneráveis ao jaguar (Panthera onca) no Caribe costarricense e os ovos são predados pelo quati (Nasua narica), o guaxinim (Procyon lotor), a raposa-cinzenta (Urocyon cinereoargenteus) e cães ferais.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
A tartaruga-de-pente atinge a maturidade sexual entre 20 e 35 anos, a maturidade mais tardia de todas as espécies do conjunto. As fêmeas retornam para nidificar na mesma praia onde nasceram, com uma frequência de a cada 2 a 5 anos entre temporadas reprodutivas. Durante uma temporada reprodutiva ativa, uma fêmea pode realizar de 3 a 6 ninhadas separadas por períodos de 13 a 18 dias entre posturas sucessivas. O acasalamento ocorre no mar, nas semanas que antecedem a primeira nidificação da temporada. As fêmeas saem à terra exclusivamente à noite, geralmente 2 a 3 horas após o anoitecer, buscam um local na praia acima da linha de maré, escavam com as nadadeiras traseiras um ninho de 45 a 60 cm de profundidade, depositam os ovos, cobrem cuidadosamente o ninho e retornam ao mar, tudo em 45 a 90 minutos. A postura consiste em 80 a 160 ovos esféricos de casca mole e flexível, de cerca de 4 cm de diâmetro, cuja incubação dura entre 60 e 70 dias, dependendo da temperatura da areia. O sexo das crias está determinado pela temperatura de incubação (determinação sexual ambiental): temperaturas superiores a 29,5°C produzem predominantemente fêmeas e abaixo de 28,5°C predominantemente machos. As crias — de cerca de 4 cm de comprimento e 15-20 g de peso — saem do ninho coletivamente à noite e correm em direção ao mar guiadas pelo brilho luminoso do horizonte marinho. A maioria perece antes de chegar ao mar ou nos primeiros dias pelágicos.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
62.0 - 95.0 cm
Peso (g)
45.00 kg - 90.00 kg
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
20 - 35 Anos
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
60 - 70
