
Stenella attenuata
Golfinho-pintado-pantropical
(Gray, 1846)
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Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Em declínio
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
Ano todo
Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
Carnívoro
Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
O golfinho-pintado-pantropical é essencialmente uma espécie oceânica pelágica, associada com águas profundas (geralmente mais de 200 metros), quentes (superiores a 25°C), de baixa produtividade primária e alta transparência — as chamadas 'águas azuis' do oceano tropical aberto. É encontrado principalmente no oceano aberto longe de costas, embora em determinadas regiões também frequente águas costeiras profundas e zonas de ressurgência. Sua distribuição na Costa Rica é principalmente no Oceano Pacífico, onde é o golfinho mais abundante do Pacífico Oriental Tropical costarricense — especialmente nas águas do Parque Nacional Ilha do Coco, o corredor marinho Coco-Galápagos-Malpelo, e as águas pelágicas do Golfo de Papagayo e o Pacífico Central. No Caribe costarricense é consideravelmente menos frequente. Os avistamentos mais numerosos na Costa Rica ocorrem em expedições de mergulho e snorkel desde a Ilha do Coco, onde grupos de centenas a milhares de indivíduos são rotineiramente observados. Associa sua distribuição com a isoterma de 28-30°C, seguindo as migrações sazonais dessa faixa de temperatura em ambos os hemisférios, e com a distribuição do atum-de-barbatana-amarela (Thunnus albacares), com quem mantém uma das associações interespecíficas mais documentadas e ecologicamente significativas de todos os oceanos.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
O golfinho-pintado é diurno e altamente ativo, vivendo em grupos sociais complexos e dinâmicos. Realiza movimentos diurnos e sazonais amplos seguindo a distribuição de suas presas e a temperatura da água. As atividades de forrageamento ocorrem principalmente durante as horas de luz — especialmente ao amanhecer e ao entardecer — e com frequência à noite quando os peixes mesopelágicos ascendem em direção à superfície. Entre as atividades sociais mais conspícuas estão os saltos acrobáticos repetidos ('breaching'), o porpoising durante o deslocamento rápido, o bow-riding ou surfe de ondas de proa de embarcações, e o alicia mútuo social entre membros do grupo. O bow-riding — surfar as ondas de proa de barcos — é um comportamento lúdico documentado em praticamente todas as populações da espécie e é uma das razões pelas quais o golfinho-pintado é o cetáceo mais frequentemente avistado por marinheiros e turistas do Pacífico costarricense. As interações com mergulhadores e praticantes de snorkel na Ilha do Coco são rotineiramente curiosas e prolongadas, sem sinais de medo.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
O golfinho-pintado vive em grupos sociais complexos e dinâmicos com fissão-fusão constante — os grupos se dividem e fundem continuamente em função da atividade (forrageamento, reprodução, descanso), da pressão de predação e da disponibilidade de recursos. Os grupos típicos de forrageamento contêm 10 a 50 indivíduos, embora os grupos de viagem possam chegar a centenas e os supergrupos observados na Ilha do Coco possam superar os 3.000 indivíduos. A estrutura social está organizada em torno de vínculos de longo prazo entre indivíduos específicos — especialmente entre mães e filhotes durante os primeiros 3-4 anos de vida — e entre machos adultos que formam alianças cooperativas para o acesso a fêmeas. Os 'assobios de assinatura' — vocalizações altamente individualizadas que funcionam como nomes próprios — permitem o reconhecimento individual a distância e a manutenção da coesão grupal em águas abertas onde a visibilidade óptica é limitada.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Piscívoro-cefalopodívoro pelágico de caça ativa cooperativa. Forrageia principalmente durante o dia em águas superficiais (0-100 m) em associação com o atum-de-barbatana-amarela, e durante a noite captura peixes mesopelágicos que ascendem à termoclina. A caça é ativa e coordenada: os grupos rodeiam os cardumes de peixes enquanto os atuns os acorralaram de baixo, criando camadas de compressão onde os peixes ficam concentrados em um espaço reduzido. As presas principais são peixes epipelágicos e mesopelágicos (mictofídeos, engráulidos, clupeídeos) de 5 a 25 cm de comprimento, e lulas de tamanhos similares. Usa a ecolocalização para localizar presas na escuridão e a profundidades onde a visibilidade é limitada. Não tem comportamento de armazenamento de alimento.Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
Consumidor secundário pelágico especializado em presas nectônicas de movimento rápido. A dieta consiste principalmente em peixes epipelágicos e mesopelágicos pequenos e médios (5-25 cm) — especialmente mictofídeos (peixe-lanterna), escombrídeos pequenos, anchovetas e sardinhas — bem como cefalópodos (lulas e polvos pequenos) capturados durante ascensões noturnas à termoclina. A caça ocorre frequentemente em associação com o atum-de-barbatana-amarela (Thunnus albacares) e ocasionalmente com o atum-listrado (Katsuwonus pelamis), criando comunidades de caça multiespécie onde o sucesso coletivo supera o individual. Seus principais predadores naturais são o tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier), o tubarão-oceânico (Carcharhinus longimanus) e o tubarão-sedoso (Carcharhinus falciformis) — as três espécies de tubarões mais associadas com habitats pelágicos do Pacífico Oriental Tropical costarricense — e ocasionalmente a orca (Orcinus orca) e o falso-cachalote (Pseudorca crassidens). Os juvenis e as crias são mais vulneráveis ao tubarão-sedoso (Carcharhinus falciformis) que frequenta as mesmas águas superficiais quentes que os grupos de golfinhos.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
O golfinho-pintado se reproduz durante todo o ano em águas tropicais, embora sejam documentados picos reprodutivos sazonais na primavera e no outono associados a períodos de maior produtividade oceânica. O acasalamento é promíscuo, com múltiplos machos competindo por uma única fêmea em ciclo estral. A gestação dura aproximadamente 11 a 12 meses — a mais longa do conjunto. As fêmeas dão à luz uma única cria a cada 2 a 3 anos. As crias nascem completamente sem manchas — a única forma de identificar definitivamente um indivíduo juvenil jovem — e pesam aproximadamente 10-14 kg. A lactação dura de 12 a 19 meses, embora as crias comecem a capturar presas sólidas progressivamente a partir de 4-5 meses. O vínculo mãe-cria é o mais forte da estrutura social: a mãe permanece em estreita proximidade com a cria durante os primeiros 3-4 anos, ensinando-a as rotas de forrageamento, as técnicas de caça cooperativa com atum e as vocalizações do grupo. A idade de independência social completa é de 4-5 anos. As fêmeas atingem a maturidade sexual aos 9-11 anos e os machos entre 10-15 anos.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
160.0 - 245.0 cm
Peso (g)
90.00 kg - 120.00 kg
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
9 - 15 Anos
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
330 - 365
