
Turdus grayi
Tordo-pardo
Bonaparte, 1838
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Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Em aumento
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
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Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
Onívoro
Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
O tordo-pardo é uma das aves com maior amplitude de nicho ecológico da Costa Rica, superada apenas pelo bem-te-vi em tolerância à perturbação humana. Habita bordas de floresta, florestas secundárias abertas e semiabertas, jardins arborizados, pomares, cafezais sob sombra, parques urbanos e suburbanos, pastagens com árvores isoladas, margens arborizadas, matagais com serapilheira disponível e praticamente qualquer ambiente com vegetação florestal ou arbórea e solo acessível para forrageamento. Requer a combinação de poleiros elevados para cantar e sítios de nidificação — árvores, arbustos densos, fendas em paredes — com solo coberto de serapilheira ou terra úmida onde pode buscar invertebrados e frutos caídos. É onipresente na Grande Área Metropolitana da Costa Rica, nos vales interandinos e nos entornos periurbanos de todas as cidades do país. É registrado do nível do mar até 2.800 metros de altitude, sendo especialmente abundante entre 800 e 1.800 metros em ambas as vertentes. É a espécie que mais frequentemente visita os jardins com comedouros de frutas em zonas urbanas e residenciais.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
O tordo-pardo é diurno e leva uma vida marcadamente terrestre e arborícola dependendo da atividade. Durante o forrageamento, passa a maior parte do tempo no chão caminhando pela serapilheira com movimentos rápidos e paradas abruptas, lançando folhas com o bico para buscar invertebrados ou coletando frutos caídos. Para cantar, descansar e vigiar o território, sobe a poleiros altos e expostos — galhos do dossel, cabos elétricos, postes, telhados — de onde o canto é audível a grande distância. O canto territorial do macho é mais intenso ao amanhecer e nas horas que antecedem a chuva; essa associação do canto com a chuva foi o que gerou a crença popular de que o tordo-pardo 'chama' as chuvas. Não migra mas realiza movimentos altitudinais sazonais de até 500-1.000 metros. É a ave que mais frequentemente visita os comedouros de frutas em jardins urbanos costarricenses. Sua presença é tão constante na paisagem sonora nacional que muitos costarricenses não a 'escutam' conscientemente em sua vida cotidiana — um fenômeno de habituação perceptiva — até que viajam para o exterior e notam sua ausência.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
O tordo-pardo é principalmente solitário ou vive em casais monogâmicos estáveis durante a temporada reprodutiva. Os casais são territoriais e defendem seu território mediante o canto prolongado do macho de poleiros proeminentes e perseguições de intrusos da mesma espécie. Fora da temporada reprodutiva, os territórios individuais são mais difusos e podem se congregar pequenos grupos de 5-20 indivíduos em árvores com alta produção de frutos maduros. O contato social mais frequente é o dueto de cortejo entre o casal — onde macho e fêmea se respondem mutuamente na mesma árvore — e os alarmes coletivos ante predadores. O tordo-pardo responde às gravações de seu próprio canto com imediatismo e agressividade, o que o torna muito fácil de detectar mediante técnica de playback durante monitoramentos. Não se associa regularmente com bandos mistos de outras espécies.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Onívoro terrestre-arborícola com estratégias duais. Forrageia tanto no chão quanto na vegetação baixa e média. No chão: caminha lentamente lançando folhas com o bico (virada de folhas), escuta ativamente para detectar movimentos de minhocas, escava com o bico na terra úmida e fuça sob pedras ou troncos caídos. Na vegetação: apanha frutos maduros diretamente de galhos e cipós, ocasionalmente captura insetos em voo curto. A dieta inclui minhocas (a fração proteica mais importante), larvas e insetos do solo, aracnídeos, caracóis, lagartos pequenos, ovos de aves, frutos maduros macios de múltiplas famílias botânicas e sementes pequenas. A proporção de cada componente varia sazonalmente: na estação seca maior proporção de invertebrados do solo; na chuvosa maior proporção de frutos. Consome ativamente em comedouros de frutas colocados em jardins.Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
Consumidor primário onívoro com posição trófica variável. Ao consumir frutos e dispersar sementes atua como consumidor primário e dispersor; ao consumir minhocas e invertebrados do solo (consumidores de matéria orgânica) atua como consumidor secundário. Sua dieta inclui minhocas de terra, larvas de besouros, besouros, grilos, isópodos, aracnídeos, caracóis terrestres, pequenos lagartos, ovos de outras aves e frutos maduros macios de diversas espécies (Ficus spp., Cecropia spp., Rubus spp., Solanum spp., Cestrum spp., Bursera spp., Trema micrantha). É um importante dispersor de sementes de plantas do sub-bosque e do estrato médio cujas sementes podem ser engolidas inteiras e defecadas longe da árvore mãe. Seus principais predadores são o gavião-de-asa-larga (Buteo platypterus), o gavião-miúdo (Accipiter striatus), a jiboia (Boa constrictor) para adultos e a cobra-cipó-amarela (Spilotes pullatus). Os ninhos são predados por gatos (Felis catus), ratos (Rattus rattus), quatis (Nasua narica) e várias cobras arborícolas.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
A temporada reprodutiva na Costa Rica se estende principalmente de março a julho, com o pico de nidificação em abril-maio, coincidindo com o início da temporada chuvosa. O macho intensifica seu canto territorial semanas antes do início da nidificação. O cortejo inclui vocalizações em dueto, perseguições aéreas da fêmea pelo macho e oferendas de alimento. A fêmea constrói o ninho praticamente sozinha — o macho participa pouco — em um período de 5 a 10 dias. O ninho é uma taça profunda e robusta de raízes, talos de capim, folhas, barro e material vegetal diverso, com o interior revestido de fibras mais finas. Localiza-se em uma bifurcação de galho, em uma cornija de edifício, em um vaso de barro ou em qualquer suporte horizontal adequado disponível, a alturas de 1 a 12 metros. A postura é de 2 a 4 ovos — mais frequentemente 3 — de cor verde-azulada com manchas pardas ou avermelhadas. Apenas a fêmea incuba durante 13 a 14 dias. Os filhotes nascem altriciais e são alimentados por ambos os progenitores com minhocas e insetos durante 14 a 16 dias no ninho. Os jovens atingem a independência entre 2 e 3 semanas após o abandono do ninho e a maturidade sexual ao ano de vida. Um casal pode produzir até três ninhadas bem-sucedidas por temporada.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
23.0 - 27.0 cm
Peso (g)
74 g - 95 g
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
1 Anos
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
13 - 14
