
Ramphocelus passerinii
Tiê-de-passerini
Bonaparte, 1831
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Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Estável
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
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Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
Frutívoro
Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
É uma das espécies mais abundantes da vertente caribenha da Costa Rica, habitando desde o nível do mar até aproximadamente 1.200 metros de altitude. Desenvolve-se em zonas úmidas e muito úmidas tropicais, mostrando forte preferência por habitats semiabertos e perturbados. É comumente encontrada em bordas de floresta primária e secundária, matagais densos, áreas de crescimento secundário jovem, plantações de banana e cacau, jardins tropicais úmidos e clareiras com abundância de arbustos. Evita o interior profundo da floresta madura fechada, preferindo as zonas onde a luz solar direta permite o crescimento de plantas pioneiras frutíferas e trepadeiras. É uma espécie que se adaptou e se beneficiou do desmatamento parcial, desde que se mantenham arbustos e árvores frutíferas na paisagem.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
É uma ave de hábitos diurnos muito inquieta e vivaz, quase em constante movimento. Desloca-se a saltos ágeis através de arbustos e cipós, raramente parando por mais de alguns segundos. Utiliza uma comunicação vocal persistente, emitindo constantes chamados ásperos tipo 'wac' ou 'chuck' para manter o grupo unido enquanto forrageiam. Os machos costumam pousar em poleiros altos e visíveis ao amanhecer para reivindicar o território, emitindo um canto estridente e agudo, e ocasionalmente abrem as asas ou eriçam as penas do dorso para exibir a vibrante mancha vermelha. Frequentemente associa-se de forma indireta a outras aves frugívoras grandes, visitando árvores em frutificação na companhia de saíras, gaturamos e até japus. São muito receosos no chão da floresta, mas audazes na faixa média do dossel.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
É uma ave altamente gregária fora do pico reprodutivo, movendo-se em bandos de 4 a 12 indivíduos que frequentemente incluem machos adultos, fêmeas e indivíduos imaturos. São agressivamente territoriais ao redor do ninho, mas sociais na busca de alimento. É muito comum observar múltiplos tiês interagindo ruidosamente nos bananais. Juntam-se livremente a bandos mistos com outros tiês e sanhaços (Thraupis spp., Ramphocelus sanguinolentus) e pica-paus quando forrageiam no dossel. Sua forte coesão grupal é mantida através de contato vocal constante e exibições visuais nervosas da mancha vermelha nos machos.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Onívoro de sub-bosque e estrato médio (Frugívoro/Insetívoro). Embora seu bico forte e cônico permita-lhe aproveitar uma ampla gama de alimentos, sua dieta principal consiste em pequenos e médios frutos carnosos, bagas e arilos, arrancando pedaços com movimentos torcidos do bico. É assíduo aos frutos de banana, mamão, embaúba e Melastomataceae. Para as proteínas animais, vasculha metodicamente a folhagem (gleaning), verificando a parte inferior das folhas e fendas nos galhos em busca de lagartas, grilos, aranhas e besouros alados. Complementa visitando bebedouros de néctar floral ou grandes flores, e come facilmente em comedouros de aves em lodges tropicais da Costa Rica.Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
Atua principalmente como consumidor primário frugívoro e insetívoro, ocupando um nicho chave na dispersão de sementes de sucessão inicial na região caribenha. Sua dieta robusta em frutos de Cecropia (embaúba), Miconia e arbustos da família Melastomataceae garante a regeneração da floresta em áreas desmatadas, uma vez que excretam as sementes intactas. Complementam essa dieta com insetos (lagartas, besouros, aranhas) que capturam respigando nas folhas para suprir proteínas, especialmente durante a época reprodutiva para a criação dos filhotes. Pequenas rãs e lagartos ocasionalmente entram em sua dieta. São presas habituais de aves de rapina florestais como o gavião-semiplúmbeo (Leucopternis semiplumbeus) e diversas cobras (como a Spilotes pullatus) que predam os adultos, enquanto seus ninhos são atacados por pequenos mamíferos, tucanos e répteis.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
A temporada de procriação coincide fortemente com o clima tropical caribenho, estendendo-se de março a agosto. O macho realiza um cortejo exibindo a mancha escarlate para a fêmea, levantando a cauda e apontando o bico para cima. A fêmea assume sozinha a construção de um ninho em forma de taça volumosa, estruturado com folhas largas (frequentemente bananeira), raízes finas e teias de aranha, oculto em matagais densos ou arbustos a baixa altura (geralmente de 1 a 3 metros). Põe dois ovos de cor azul-pálido a acinzentado com abundantes manchas irregulares e rabiscos marrom-escuro. A incubação dura de 12 a 14 dias e é realizada exclusivamente pela fêmea, enquanto o macho vigia a zona e ocasionalmente lhe traz alimento. Uma vez nascidos os filhotes (altriciais), ambos os progenitores se revezam afanosamente para alimentá-los com insetos ricos em proteínas e frutos pequenos. Os filhotes abandonam o ninho aos 11-12 dias, embora continuem sendo alimentados pelos pais por várias semanas mais no denso sub-bosque.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
15.0 - 17.0 cm
Peso (g)
28 g - 35 g
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
1 Anos
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
12 - 14
