
Potos flavus
Jupará
(Schreber, 1774)
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Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Em declínio
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
Ano todo
Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
Frutívoro
Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
Habita exclusivamente o dossel e subdossel de florestas tropicais úmidas e muito úmidas, matas de galeria, florestas pré-montanas e ocasionalmente florestas nebulosas de terras baixas. Raramente desce ao chão. Prefere florestas contínuas e maduras com abundância de árvores frutíferas e plantas com flores tubulares, embora também possa sobreviver em florestas secundárias avançadas e em corredores biológicos com conectividade de dossel. Ocupa altitudes desde o nível do mar até 2.500 metros em áreas montanhosas da América Central. Sua presença é indicadora de florestas relativamente bem conservadas com dossel íntegro.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
O jupará é estritamente noturno, iniciando sua atividade pouco após o anoitecer e retornando ao seu local de descanso — uma cavidade em uma árvore velha ou um ninho de folhas densas — antes do amanhecer. Passa praticamente toda sua vida no dossel, descendo ao chão apenas em circunstâncias excepcionais. Tem uma área de vida de 30 a 75 hectares que percorre em rotas relativamente fixas e memorizadas noite após noite. Seu papel ecológico mais destacado é a dupla função de frugívoro dispersor de sementes e polinizador noturno, sendo uma das poucas espécies que visita flores de abertura noturna que permanecem inacessíveis para a maioria dos polinizadores diurnos.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
Semi-social com tendência ao forrageamento solitário, mas à agregação social para o descanso. Os indivíduos compartilham frequentemente suas árvores de dormida com outros da mesma espécie — normalmente grupos de 2 a 5 indivíduos — numa relação de tolerância mútua não territorial durante o dia. À noite, cada indivíduo segue suas próprias rotas de alimentação. A comunicação inclui vocalizações de alarme agudas audíveis a grande distância, chamadas suaves de contato entre indivíduos do mesmo grupo, e comunicação química por meio de secreções de glândulas no focinho, garganta e abdômen com as quais friccionam galhos para marcar suas rotas.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Frugívoro-nectarívoro com comportamento melívoro oportunista. Sua dieta consiste principalmente em frutos maduros e macios (até 70-90% do total), complementada com néctar de flores tubulares visitadas durante a noite e mel de colmeias de abelhas silvestres, que localiza pelo olfato. Consome ocasionalmente pequenos vertebrados, ovos de aves, larvas de insetos e brotos tenros. Não armazena alimentos. A dieta varia sazonalmente de acordo com a fenologia de frutificação da floresta.Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
Embora classificado na ordem Carnivora, atua ecologicamente como consumidor primário frugívoro-nectarívoro. Ingere frutos inteiros e defeca sementes intactas a distâncias de dezenas a centenas de metros da árvore mãe, exercendo assim dispersão de sementes a longa distância de espécies vegetais-chave do dossel. Seus principais predadores naturais são a jaguatirica (Leopardus pardalis), o jaguar (Panthera onca), a jiboia (Boa constrictor) e rapinantes noturnos de grande porte como a coruja-de-óculos (Pulsatrix perspicillata). Como polinizador, estabelece vínculos mutualísticos com espécies de plantas de polinização quiropterófila ou quiropterogâmica que também aceitam visitas de mamíferos não voadores.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
A reprodução ocorre ao longo do ano sem sazonalidade marcada. O cortejo inclui perseguições aéreas prolongadas no dossel e vocalizações de contato entre o casal. Após uma gestação de 98 a 120 dias, nasce um único filhote altricioso (raramente dois), com os olhos fechados e pelagem escassa. O filhote abre os olhos por volta dos 18-20 dias e começa a escalar ativamente ao mês de vida. A mãe o transporta pendurado em seu ventre ou cauda durante as primeiras semanas. O desmame ocorre por volta dos 4 meses. Os jovens atingem a maturidade sexual entre 18 e 30 meses, sendo as fêmeas mais precoces que os machos. O macho não participa da criação.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
40.0 - 60.0 cm
Peso (g)
1.40 kg - 4.60 kg
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
18 - 30 Meses
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
98 - 120
