
Bassaricyon gabbii
Olingo-de-cauda-peluda
J.A. Allen, 1876
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Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Em declínio
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
Ano todo
Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
Frutívoro
Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
Habita exclusivamente o dossel e subdossel de florestas tropicais úmidas e muito úmidas, florestas pré-montanas e florestas nebulosas entre 400 e 2.000 metros de altitude. Mostra preferência marcada por florestas maduras contínuas com alto volume de árvores frutíferas em produção, embora também possa ocupar florestas secundárias avançadas com conectividade de dossel. É consideravelmente mais dependente da cobertura florestal íntegra do que o jupará, e sua presença diminui drasticamente em paisagens fragmentadas. Na Costa Rica é registrado principalmente nas encostas do Caribe, na Cordilheira de Talamanca e nas florestas úmidas da Zona Norte.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
O olingo é estritamente noturno e arborícola, iniciando sua atividade pouco após o anoitecer. Desloca-se com agilidade pelo dossel por meio de saltos e corridas sobre galhos, usando sua cauda densa como contrapeso. Raramente desce ao chão. Seu raio de vida é de aproximadamente 15 a 40 hectares, menor do que o do jupará, o que reflete sua maior fidelidade a fragmentos florestais específicos. É notavelmente críptico: permanece imóvel quando detecta presença humana ou predadores, confiando em sua pelagem parda como camuflagem. Frequentemente compartilha as mesmas árvores frutíferas com o jupará e outras espécies frugívoras noturnas, embora costumeiramente seja deslocado para posições periféricas da árvore por competidores mais dominantes.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
Predominantemente solitário. Os indivíduos mantêm áreas de vida com certo grau de sobreposição tolerada, especialmente entre fêmeas e seus filhotes subadultos. A comunicação intraespecífica ocorre por meio de vocalizações (gritos de alarme, grunhidos de contato), sinais químicos depositados em galhos por glândulas faciais e anais, e sinais posturais. Durante a temporada reprodutiva ocorrem encontros entre machos e fêmeas que são inicialmente antagonistas antes de se transformar em cortejo. Não formam grupos estáveis. Ocasionalmente dois indivíduos são observados compartilhando uma árvore frutífera em aparente tolerância mútua sem interação agonística.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Frugívoro-nectarívoro oportunista. Sua dieta se baseia fundamentalmente em frutos maduros e macios de diversas espécies arbóreas do dossel, complementada com néctar de flores noturnas, pequenos invertebrados, ovos e néctar floral quando os frutos escasseiam. Ao contrário do jupará, não possui língua especializada para extrair néctar de flores tubulares profundas, limitando-se a flores com corolas mais acessíveis. Também não armazena alimentos. A composição de sua dieta varia sazonalmente de acordo com a fenologia de frutificação da floresta que habita.Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
Consumidor primário frugívoro que ingere frutos inteiros e dispersa suas sementes a distâncias moderadas por defecação. Também contribui secundariamente para a polinização de algumas plantas com flores noturnas ao visitar inflorescências em busca de néctar, embora sua contribuição polinizadora seja menor do que a do jupará pela ausência de língua especializada. Seus principais predadores são a jaguatirica (Leopardus pardalis), a onça-parda (Puma concolor), a jiboia (Boa constrictor) e grandes rapinantes noturnos como a coruja-de-óculos (Pulsatrix perspicillata) e a águia-solitária (Buteogallus solitarius). Compartilha nicho trófico com o jupará, que ocupa de forma subordinada.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
A reprodução ocorre ao longo do ano sem picos sazonais claramente definidos. O cortejo inclui perseguições no dossel e vocalizações entre o casal. Após uma gestação de aproximadamente 70 a 75 dias — consideravelmente mais curta do que a do jupará —, nasce geralmente um único filhote altricioso com olhos fechados e pelagem escassa. O filhote abre os olhos por volta dos 20-27 dias de vida e começa a se deslocar com autonomia progressiva por volta de um mês e meio. A mãe cria o filhote sozinha sem participação do macho. O desmame ocorre por volta dos 3 meses. Os jovens atingem a maturidade sexual entre 21 e 24 meses. Uma fêmea pode ter um filhote por ano.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
35.0 - 47.0 cm
Peso (g)
970 g - 1.50 kg
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
21 - 24 Meses
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
70 - 75
