
Tangara icterocephala
Saíra-de-garganta-prateada
Bonaparte, 1851
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Julia Trouin
TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.
Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.
OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.
Nativa
TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.
Estável
Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.
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Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.
Onívoro
Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.
Sim
Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma
Distribui-se amplamente nas regiões montanas desde a Costa Rica e o oeste do Panamá, estendendo-se ao longo dos Andes colombianos e equatorianos. Em território costa-riquenho é um habitante extremamente comum das encostas montanhosas e terras altas médias, ocupando altitudes que vão desde os 600 até aos 1.700 metros acima do nível do mar, embora realize migrações altitudinais descendentes em direção às terras baixas durante as épocas de chuvas intensas. O seu habitat ideal abrange o interior e as bordas de florestas húmidas montanas primárias, florestas secundárias maduras, plantações de café com sombra diversificada e jardins rurais adjacentes a zonas florestais.ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma
É uma ave diurna, extremamente ativa, irrequieta e social. Passa a maior parte do tempo deslocando-se com agilidade pelo estrato médio e alto da floresta, voando distâncias curtas entre ramos com movimentos rápidos e decididos. Durante todo o ano, mostra um comportamento altamente gregário, viajando em casais, pequenos grupos familiares de 3 a 5 indivíduos ou integrando-se de forma entusiasta em grandes bandos mistos juntamente com outras espécies de tangarás, vireos e mariquitas. A sua comunicação vocal é constante e fluida enquanto procura alimento; emite um chamado característico, agudo e metálico que soa como um 'tsip' ou 'chit' repetido continuamente para manter a coesão grupal.Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma
Mostra um comportamento social complexo e pacífico durante todo o ano. Fora dos limites estritos do ninho, demonstra uma nula territorialidade interespecífica, integrando-se harmonicamente e coordenando movimentos espaciais com outras aves frugívoras nas copas das árvores. Durante a alimentação grupal, os indivíduos mantêm uma distância curta mas respeitosa, comunicando continuamente para alertar sobre a presença de alimento ou possíveis ameaças nos arredores.Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma
Frugívoro e insetívoro generalista de estratos médios. A sua dieta é composta em 70% por frutos carnosos e pequenas bagas maduras, complementando o resto das suas necessidades calóricas e proteicas com pequenos artrópodes que extrai meticulosamente raspando o musgo, líquenes e a superfície dos ramos mais finos.Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma
Ocupa um nicho de consumidor intermédio e omnívoro com uma forte inclinação frugívora. É um componente vital na teia alimentar florestal, consumindo uma imensa variedade de bagas silvestres pequenas de plantas das famílias Melastomataceae, Rubiaceae e Moraceae (Ficus), dispersando as sementes através da floresta. Ao mesmo tempo, predada ágilmente uma grande quantidade de pequenos insetos, aranhas e lagartas que recolhe das superfícies vegetais. Serve de alimento para predadores médios, incluindo pequenos falcões florestais, gaviões e cobras arborícolas como Chironius, enquanto os seus ninhos sofrem a predação de pequenos mamíferos ou tucaninhos.Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma
É uma espécie monógama que estabelece um território reprodutivo definido durante a primavera. Constrói um ninho em forma de taça aberta e profunda, confecionado de maneira compacta pela fêmea com a ajuda ocasional do macho, utilizando musgo verde vivo, fibras vegetais finas, folhas secas trituradas e teias de aranha para consolidar a estrutura. O ninho situa-se tipicamente a alturas que variam de 2 a 10 metros, frequentemente camuflado na forquilha de uma árvore de sub-bosque ou coberto por densas plantas epífitas. A fêmea deposita usualmente 2 ovos (raramente 3) de cor branca suja ou acinzentada com abundantes sardas de cor castanho-avermelhada. A incubação é realizada exclusivamente pela fêmea durante 13 a 14 dias. Ambos os pais alimentam intensamente os filhotes altriciais através de regurgitação durante 15 a 16 dias até que estes consigam abandonar o ninho.Medidas Físicas
Comprimento (cm)
12.5 - 13.5 cm
Peso (g)
18 g - 24 g
Longevidade
Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.
1 Anos
GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).
13 - 14
