Costa Rica Species
Ochroma pyramidale
PlantaeMaior posto na taxonomia. Agrupa toda a vida em domínios: Animalia, Plantae, Fungi, etc.IUCN LCUnião Internacional para a Conservação da Natureza — autoridade mundial sobre o risco de extinção das espécies. — Pouco Preocupante — amplamente distribuído e abundante; sem risco imediato de extinção.Em ProgressoEtapa atual deste registro no fluxo de revisão editorial. Avistamento Recente

Ochroma pyramidale

Pau-de-balsa

(Cav. ex Lam.) Urb., 1920

Textos detalhados Multi-idioma
O pau-de-balsa (Ochroma pyramidale) é uma árvore pioneira caducifólia de médio a grande porte pertencente à família Malvaceae (anteriormente classificada em Bombacaceae). É mundialmente célebre por produzir a madeira comercial mais leve e suave que existe. Cresce a uma velocidade vertiginosa, atingindo até 30 metros de altura em menos de 15 anos. Caracteriza-se por um tronco liso de cor cinzento-claro, frequentemente com pequenos contrafortes na base, e folhas imensas (até 40 cm de largura) em forma de coração ou ligeiramente lobuladas. As suas espetaculares flores noturnas em forma de cálice são branco-cremosas, muito grandes e robustas. O fruto é uma cápsula alongada que, ao amadurecer e abrir-se, liberta grandes quantidades de uma fibra felpuda castanho-clara (lã de balsa ou sumaúma) que envolve as sementes. A sua distribuição nativa estende-se do sul do México até à Bolívia e sul do Brasil. Na Costa Rica, é uma árvore inconfundível das zonas baixas e médias, visível frequentemente ao longo das estradas e margens dos rios.

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Julia Trouin

TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.

FiloPosto abaixo do Reino. Agrupa organismos com o mesmo plano corporal fundamental (ex. Chordata = vertebrados e alguns invertebrados).Tracheophyta
ClassePosto abaixo do Filo. Subdivide por características estruturais (ex. Mammalia, Aves, Reptilia, Insecta).Magnoliopsida
OrdemPosto abaixo da Classe. Agrupa famílias relacionadas com ancestralidade comum (ex. Carnivora, Primates).Malvales
FamíliaPosto abaixo da Ordem. Agrupa gêneros intimamente relacionados (ex. Felidae = gatos, Canidae = cães).Malvaceae
GêneroPosto imediatamente acima da Espécie. A primeira palavra do nome científico binomial.Ochroma
Autoridade TaxonômicaCientista que descreveu e publicou formalmente esta espécie pela primeira vez, seguido do ano de publicação.(Cav. ex Lam.) Urb., 1920
Completude da Ficha
91%
Em breve

Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.

OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.

Nativa

TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.

Estável

Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.

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Hábito de CrescimentoForma e estrutura física da planta: árvore, arbusto, erva, trepadeira, epífita, aquática, etc.

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Tipo de FolhaCaracterísticas da folha: caduca (queda sazonal), perenifólia, simples, composta, acicular, etc.

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Época de FloraçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.

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Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.

Sim

Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma

É a espécie pioneira de luz por excelência. Nunca se encontra no sub-bosque escuro das florestas primárias fechadas. Em vez disso, coloniza rapidamente as clareiras da floresta criadas pela queda de árvores naturais, deslizamentos de terras, margens de rios inundáveis, bermas de estradas e terras agrícolas abandonadas. Prospera em climas tropicais húmidos e muito húmidos, desde o nível do mar até cerca de 1.000 metros de altitude. Requer sol pleno contínuo e elevadas precipitações, embora um solo bem drenado seja preferível. É uma das primeiras árvores a aparecer após a desflorestação de uma selva, marcando o início da sucessão ecológica secundária.

Necessidades de Luz/ÁguaIntensidade de luz solar e níveis de humidade de que esta planta necessita para crescer e reproduzir-se. Multi-idioma

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ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma

Mostra um comportamento fenológico agressivo. É uma planta que 'vive depressa e morre jovem', atingindo a maturidade reprodutiva em apenas 3 ou 4 anos. Para sustentar esse crescimento, consome água e esgota os nutrientes superficiais do solo muito velozmente. Ao chegar ao fim da estação das chuvas (ou ao sofrer stress hídrico), a balsa desfolha massivamente a sua densa copa de folhas verdes. As enormes e pesadas flores brancas (que por vezes acumulam tanta água e néctar que escorrem) abrem após o pôr do sol e duram apenas um dia recetivas antes de murcharem com o calor do meio-dia tropical.

Toxicidade / UsosCompostos tóxicos presentes e efeitos documentados em humanos ou outros organismos. Multi-idioma

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Medidas Físicas

Comprimento (cm)

500.0 - 3000.0 cm

Estruturas ReprodutivasFlores, frutos e sementes: órgãos reprodutivos e sua aparência sazonal.

Fotos de Flores (Máx 2)

Sem imagem

Fotos de Frutos (Máx 2)

Sem imagem

Adaptações EvolutivasCaracterísticas herdadas que melhoram a sobrevivência e reprodução da espécie no seu ambiente específico. Multi-idioma

Madeira ultraleve (Crescimento explosivo): Para ganhar a corrida pela luz solar nas clareiras da floresta, a balsa sacrifica densidade por velocidade. A sua madeira é composta por células de grande tamanho (parênquima) que na árvore viva estão cheias de água para lhe dar rigidez. Ao secar, estas enormes cavidades celulares retêm apenas ar, dando como resultado uma madeira estruturalmente robusta mas com uma densidade baixíssima (tão baixa como 100-200 kg/m³), conseguindo crescer até 5 metros num só ano.
Anemocoria e Sementes Fotoblásticas: As sementes estão envolvidas numa matriz de penugem sedosa cor de areia (sumaúma). Ao abrir a cápsula na estação seca, o vento arrasta estas penugens como neve por dezenas de quilómetros. As minúsculas sementes são 'fotoblásticas positivas': podem permanecer latentes na serapilheira escura durante anos, e só germinam quando a queda de uma árvore permite repentinamente que o calor e a luz direta do sol atinjam o solo da floresta.
Arquitetura floral noturna (Quiropterofilia): As flores abrem-se pouco antes do anoitecer. Têm a forma de taças grandes e robustas com pétalas grossas que não se danificam facilmente. Produzem um odor adocicado penetrante e estão cheias de um imenso volume de néctar (até 30 ml por flor), uma recompensa enorme desenhada evolutivamente para atrair e saciar o apetite de grandes morcegos nectarívoros e outros mamíferos noturnos arborícolas que não danificariam a resistente flor.

Principais AmeaçasPressões documentadas que reduzem a população: perda de habitat, caça, doenças, alterações climáticas, espécies invasoras. Multi-idioma

É uma espécie Pouco Preocupante (LC) que paradoxalmente prospera com a atividade destrutiva humana. Sendo uma árvore pioneira adaptada a colonizar deslizamentos de terra e clareiras, a desflorestação das selvas e o abandono de pastagens para a agricultura regeneram a sua população massivamente, formando florestas de sucessão inicial puramente de balsa (balsales).
Colheita comercial intensiva: A madeira de balsa é altamente procurada pelas indústrias de aviação, marítima e, recentemente, eólica (para fabricar o núcleo das enormes pás das turbinas eólicas). Embora hoje existam grandes plantações comerciais, historicamente e em certos lugares ainda ocorre o abate clandestino de árvores selvagens altas, cortando drasticamente o seu ciclo de vida natural.

Fatos CuriososFactos surpreendentes ou notáveis que destacam o que torna esta espécie única ou ecologicamente importante. Multi-idioma

O nome literal é 'Jangada': A palavra 'balsa' significa 'jangada ou embarcação plana' em espanhol. Os conquistadores espanhóis deram este nome à árvore após observarem que os povos indígenas mesoamericanos e sul-americanos atavam estes troncos extremamente flutuantes com lianas para criar embarcações fluviais estáveis ou balsas navegáveis.
A Expedição Kon-Tiki: Em 1947, o explorador norueguês Thor Heyerdahl construiu uma réplica de uma balsa inca primitiva utilizando exclusivamente 9 troncos gigantes de árvore de balsa atados com cordas de cânhamo. Zarpou do Peru e cruzou com sucesso quase 7.000 quilómetros através do Oceano Pacífico até à Polinésia em 101 dias, provando a invencível flutuabilidade da balsa apesar de se saturar de água, e demonstrando que a migração sul-americana antiga era possível.
É a madeira preferida para os efeitos especiais no cinema. Quando um ator num filme de ação parte uma cadeira ou mesa na cabeça de alguém, estes móveis tipo 'breakaway' (quebráveis) são construídos tradicionalmente com madeira de balsa oca pintada. Sendo extremamente frágil transversalmente e incrivelmente leve, desfaz-se em pedaços espetacularmente ao impacto sem causar ferimentos reais aos duplos.