Costa Rica Species
Hyloscirtus colymba
AnimaliaMaior posto na taxonomia. Agrupa toda a vida em domínios: Animalia, Plantae, Fungi, etc.IUCN CRUnião Internacional para a Conservação da Natureza — autoridade mundial sobre o risco de extinção das espécies. — Criticamente em Perigo — enfrenta risco extremamente alto de extinção num futuro próximo.Em ProgressoEtapa atual deste registro no fluxo de revisão editorial. Avistamento Recente

Hyloscirtus colymba

Rã-de-torrente-de-la-loma

(Gaige, 1922)

Textos detalhados Multi-idioma
Uma rã arborícola de tamanho médio e corpo esguio, perfeitamente adaptada a ambientes ribeirinhos de montanha. A coloração dorsal é tipicamente verde-pálido, verde-amarelado ou verde-oliva, densamente salpicada por finos pontos castanhos. Os olhos são grandes com íris bronze ou prateada. Os membros são longos com membranas interdigitais muito desenvolvidas e discos adesivos expandidos.

Adicionado por

Curador Anônimo

Revisado por

Em Revisão

Última modificação por

Julia Trouin

TaxonomiaClassificação biológica que posiciona esta espécie na árvore da vida, do Reino ao Género.

FiloPosto abaixo do Reino. Agrupa organismos com o mesmo plano corporal fundamental (ex. Chordata = vertebrados e alguns invertebrados).Chordata
ClassePosto abaixo do Filo. Subdivide por características estruturais (ex. Mammalia, Aves, Reptilia, Insecta).Amphibia
OrdemPosto abaixo da Classe. Agrupa famílias relacionadas com ancestralidade comum (ex. Carnivora, Primates).Anura
FamíliaPosto abaixo da Ordem. Agrupa gêneros intimamente relacionados (ex. Felidae = gatos, Canidae = cães).Hylidae
GêneroPosto imediatamente acima da Espécie. A primeira palavra do nome científico binomial.Hyloscirtus
Autoridade TaxonômicaCientista que descreveu e publicou formalmente esta espécie pela primeira vez, seguido do ano de publicação.(Gaige, 1922)
Completude da Ficha
96%
Em breve

Ecologia e statusComo vive esta espécie: habitat, dieta, comportamento, estado populacional e papel no seu ecossistema.

OrigemSe a espécie é nativa (evoluiu aqui), endêmica (só existe aqui) ou introduzida pela atividade humana.

Nativa

TendênciaDireção da mudança no tamanho populacional: em aumento, estável, em declínio ou desconhecida.

Desconhecida

Época de reproduçãoÉpoca do ano em que esta espécie tipicamente se reproduz ou floresce.

Estação chuvosa

Papel tróficoPosição na cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro, onívoro, decomposto ou parasita.

Carnívoro

Observações recentesSe esta espécie foi registada no estado selvagem na Costa Rica nos últimos anos.

Sim

Resumo do HabitatResumo dos ecossistemas e ambientes específicos onde esta espécie é encontrada na Costa Rica. Multi-idioma

Estritamente associada a ribeiros e torrentes rochosos de montanha com correntes rápidas, no interior de florestas húmidas pré-montanas e montanas baixas. Distribui-se dos 560 até aos 1.400 metros acima do nível do mar na Costa Rica e Panamá, exigindo vegetação ribeirinha abundante.

ComportamentoPadrões de atividade diária, movimento, uso do território, estilo de forrageamento e mudanças comportamentais sazonais. Multi-idioma

Exclusivamente noturna e altamente adaptada a torrentes. Durante o dia, as rãs adultas dormem camufladas no verso de folhas suspensas sobre os ribeiros. À noite, emergem para forragear e os machos cantam a partir de fetos baixos ou rochas musgosas, emitando estalidos que superam o ruído da água.

Atividade SocialEstrutura social: se a espécie é solitária, vive em pares ou em colónias; hierarquia e comunicação. Multi-idioma

Exibe uma organização espacial estruturada durante as épocas de reprodução. Os machos defendem territórios de canto em plantas voltadas para seções de água rápida. O acasalamento é complexo, facilitado por sinais químicos da glândula mental.

Guilda AlimentarO que a espécie come, como forrageou ou caça, e o seu papel como consumidor na cadeia alimentar. Multi-idioma

Invertívoro noturno ribeirinho e insetívoro especializado de margens de ribeiros.

Detalhes da Cadeia TróficaInterações específicas nas redes tróficas locais: presas, predadores, competidores. Multi-idioma

Funciona como um carnívoro ribeirinho especializado que caça insetos das margens, mariposas e macroinvertebrados adultos. Os adultos son presa de cobras de rio noturnas e grandes aranhas. Os girinos raspam diatomáceas bentónicas.

Comportamento ReprodutivoEstratégias de acasalamento, exibições de cortejo, comportamento de nidificação e cuidado parental. Multi-idioma

A reprodução ocorre dentro do sistema fluvial. O amplexo realiza-se na vegetação suspensa sobre correntes rápidas. As fêmeas depositam massas de ovos em aglomerados gelatinosos compactos fixos ao verso de folhas ou rochas musgosas acima da zona de salpicos. Ao eclodirem, as larvas caem nos torrentes.

Medidas Físicas

Comprimento (cm)

3.6 - 5.1 cm

Peso (g)

3.5 g - 9 g

ProleNúmero típico de filhotes (nascimentos, ovos ou sementes) produzidos por um adulto em um único evento reprodutivo ou temporada de reprodução.40 - 120
Dimorfismo SexualDiferenças físicas observáveis entre machos e fêmeas da mesma espécie (tamanho, coloração, características).Sim

Longevidade

Maturidade sexualIdade em que o indivíduo se torna capaz de se reproduzir pela primeira vez.

12 - 18 Meses

GestaçãoDuração da fertilização ao nascimento (mamíferos) ou à eclosão (espécies ovíparas).

14 - 20

Longevidade EstimadaDuração esperada de vida do nascimento à morte natural em condições selvagens.
Machos3 - 6 Anos
Fêmeas3 - 7 Anos

Dimorfismo SexualDiferenças físicas em tamanho, coloração ou morfologia entre machos e fêmeas desta espécie.

Machos Multi-idioma

Os machos adultos são ligeiramente menores, medindo entre 3,6 e 4,2 cm de comprimento focinho-cloaca. São diagnosticados pela presença de uma glândula mental circular distinta no ápice do queixo que secreta feromonas.

Fêmeas Multi-idioma

As fêmeas adultas são robustas e maiores, medindo entre 4,4 e 5,1 cm de comprimento focinho-cloaca. Carecem completamente de modificações na glândula mental ou estruturas vocais, apresentando uma cavidade pélvica mais larga.

Adaptações EvolutivasCaracterísticas herdadas que melhoram a sobrevivência e reprodução da espécie no seu ambiente específico. Multi-idioma

Membranas interdigitais completas e extensas combinadas com grandes almofadas digitais que permitem um movimento estável sobre rochas escorregadias salpicadas pelas correntes.
Girinos reofílicos especializados equipados com um grande disco oral sugador que atua como âncora para se agarrarem às rochas submersas sob correntes fluviais intensas.

Principais AmeaçasPressões documentadas que reduzem a população: perda de habitat, caça, doenças, alterações climáticas, espécies invasoras. Multi-idioma

Colapsos populacionais devastadores causados pela quitridiomicose (Batrachochytrium dendrobatidis), uma doença fúngica infeciosa que dizimou as comunidades de anfíbios de montanha.
Perda de habitat resultante do assoreamento dos ribeiros, poluição da água por escoamento agrícola e remoção de florestas de galeria prístinas ao longo das margens.

Fatos CuriososFactos surpreendentes ou notáveis que destacam o que torna esta espécie única ou ecologicamente importante. Multi-idioma

O epíteto específico 'colymba' provém do grego para 'mergulhador' ou 'nadador', atribuído em honra da engenharia evolutiva dos seus girinos, que passam meses a alimentar-se no interior de rápidos intensos.